
0800 570 0800![]() |
| Foto: |
O lucro é de toda a sociedade.
O comércio convencional como praticamos hoje, tradicionalmente, possui a mesma relação desde a antiguidade: há um produtor, um vendedor e, na ponta do processo, um comprador. Essa relação acompanhou toda a evolução da sociedade.
As perguntas são: essa relação também evoluiu? É benéfica para todas as partes? Contribui significamente para uma sociedade mais harmoniosa e equilibrada? Tem preocupações com a sustentabilidade ambiental e do próprio comércio? Para suprir esses questionamentos, surge um novo conceito de relação comercial: o Comércio Justo e Solidário.
Por definição, Comércio Justo é uma “parceria comercial, baseada em diálogo, transparência e respeito, que busca maior eqüidade no comércio internacional. Ele contribui para o desenvolvimento sustentável, por meio de melhores condições de troca e garantia dos direitos para produtores e trabalhadores marginalizados”. (IFAT – international Federation of Alternative Trade)
Trata-se de uma estratégia mundial para diminuição da pobreza e de fortalecimento do desenvolvimento sustentado, à medida que propicia uma visão estratégica de inclusão social e econômica, especialmente em localidades de menor densidade econômica e com baixo índice de desenvolvimento humano (IDH).
Os objetivos desse novo comércio.
O principal objetivo do Comércio Justo e Solidário é garantir vida digna e perspectiva de futuro a empreendedores, por meio do comércio de seus produtos e serviços em condições justas e não de ajuda humanitária assistencialista. Para isso, estabelece o contato direto entre comprador e produtor.
Essa relação exime o empreendedor da dependência de intermediários e das instabilidades do mercado, ao mesmo tempo em que assegura ao cliente o papel de verdadeiro parceiro e agente do bem estar do seu fornecedor. Surge, assim, um novo perfil de consumidor: consciente e com responsabilidade social.
O resultado desse novo conceito é uma remuneração justa e uma relação comercial estável, além do desenvolvimento sustentável da comunidade, tanto no aspecto socioeconômico, quanto no que diz respeito ao meio ambiente.
Comércio Justo e Solidário. O Sebrae comprou essa idéia.
É uma missão do Sebrae identificar potencialidades e vocações econômicas em pequenas comunidades e municípios brasileiros. Nesse contexto, o Sebrae conheceu a realidade de aproximadamente 1.700 municípios e constatou que pequenos produtores e empreendedores dessas regiões têm uma produção de qualidade que, no entanto, não é acessível aos consumidores brasileiros.
O Comércio Justo e Solidário surge como alternativa viável para proporcionar a esses empreendedores o acesso ao mercado em condições mais justas de comercialização. O que assegura a inúmeras cooperativas e associações a possibilidade concreta de inclusão social, geração de renda e desenvolvimento local sustentável.
Dessa forma, o Sebrae cumpre o seu objetivo de aumentar a participação das micro e pequenas empresas nos mercados interno e externo, e de fortalecer a cultura do empreendedorismo e da cooperação.
Você já conhece o Comércio Justo e solidário na teoria, agora, o Sebrae vai lhe mostrar na prática.
O Sebrae tem como objetivo disseminar o conceito e a prática do Comércio Justo e Solidário entre os produtores, empresários, consumidores e formadores de opinião. Para isso, em parceria com o Canal Futura, foi produzida a série Comércio Justo e Solidário, que está disponibilizada na Videoteca do Sebrae, em 10 DVDs. Uma oportunidade para você e toda a sociedade assimilar este conceito, que definitivamente, é um bom negócio para o país.
Para assisitir os DVDs, entre em contato com o Sebrae pelo telefone 0800 703 55 11.
Casos de Sucesso:
COOPFAM / COAGROSOL
Duas histórias exemplares de Comércio Justo internacional par excellence: o café de Poço Fundo-MG, por meio da Coopfam e o suco de laranja de Itápolis, com a Coagrosol. Duas histórias e muitos pontos
APAEB
Na trajetória de um tapete de sisal, do consumidor à plantação, do processamento do fio à tecelagem, e da organização comunitária para acessar mercados, o programa conta a história exemplar do povo de Valente, na Bahia, e sua associação, a APAEB. O programa mostra que a APAEB é um exemplo perfeito de organização justa e solidária que pratica os princípios do Comércio Justo e, por isso, tem facilidade de acessar mercados. O programa mostra exemplos de iniciativas que foram surgindo e que hoje geram resultados concretos para toda a comunidade: investimentos em educação e treinamento, geração de renda, preocupação com o meio ambiente. Enfim, uma sociedade nova, mais justa.
Mãos de Minas
Com tanta diversidade cultural, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de artesanato. E o Estado de Minas Gerais concentra grande parte dessa produção. Foi em Minas que surgiu a Central Mãos de Minas, uma comercializadora de artesanato que busca alternativas para acessar mercados. O programa mostra que cada vez mais ela procura atuar de acordo com os princípios do Comércio Justo para conseguir acessar mercados aqui e no Exterior.
Dom & Arte, Fibra Nativa e Cores do Algodão
O programa mostra três iniciativas de comunidades
ARTESOL
O foco desse programa é a inserção de comunidades marginalizadas – na economia e na sociedade – por meio de um modelo de comercializadora que atua como uma grande articuladora de acessos aos mercados. A protagonista é a ArteSol, uma ONG criada para ser uma espécie de atacadista de peças e artesanato produzidos em mais de 80 localidades em 17 estados brasileiros.
O programa mostra como esse modelo promove o encontro e ou a geração de negócios entre produtores e compradores. E os consumidores, neste programa, são muito específicos: o atacadista, o varejista, o ponto-de-venda e os profissionais como arquitetos e decoradores.
MUNDARÉU
O programa indaga: você é um consumidor consciente? E ao entrevistar um desses consumidores, chega até a Mundaréu, a primeira loja brasileira que busca atuar dentro dos princípios do comércio justo. Com a proposta de loja como comercializadora, a Mundaréu garante o encontro das duas pontas do negócio - produtores & consumidores- na comercialização. Mas ela faz mais: atua fortemente na capacitação dos fornecedores de artesanato, com ênfase no desenvolvimento de design e arte. E como elo comercial, aproximando produtores e consumidores, a Mundaréu se transforma num meio exemplar de acesso a mercados a partir dos princípios do comércio justo.
COOPERAGUA - CORLAC
A importância da organização e da atitude proativa de trabalhadores e de comunidades para tornar sustentável uma atividade econômica. Duas histórias: uma no Vale do Ribeira,
Com a consolidação do Comércio Justo, histórias como essas podem se tornar cada vez mais comuns. Afinal, são ações de desenvolvimento sustentável ao longo da cadeia produtiva, onde todo mundo sai ganhando. Resultado: bom para quem produz, para quem compra, para quem consome e bom para o planeta.
COOÉRCAJU – APISMEL – REDE ABELHA Serra do Mel, no Rio Grande do Norte. O programa mostra exemplos de como a união e a articulação de pequenos produtores faz a diferença na hora de acessar mercados. As experiências de mercados alternativos, como a dos apicultores e produtores de caju, propiciam o aprendizado comercial. Os pequenos produtores formam associações e cooperativas, e estas formam redes que, por sua vez, se unem a outras redes, como uma grande colméia. Com isso, todos ganham força e conseguem negociar condições melhores de comércio e conquistar mercados abrangentes. Nesse movimento, toda a comunidade sai fortalecida, com a criação de relações equilibradas e justas.
REDE ECOVIDA – REDE XIQUE XIQUE
Dois Estados, um do Norte e outro do Sul. Em comum, muito mais do que o mesmo nome de Rio Grande. O programa mostra os exemplos de duas redes que atuam de acordo com os princípios do Comércio Justo: a Rede Ecovida, no Rio Grande o Sul, e a Rede Xique Xique, no Rio Grande do Norte.
Nas redes Ecovida e Xique-Xique, as parcerias entre diversas associações e a promoção do contato direto entre quem produz e quem consome mostra que é possível garantir a qualidade da produção, respeitar o meio ambiente e ter condições justas de trabalho, comercialização e geração de renda. Nos dois casos, a união de vários pequenos produtores se multiplica na força das redes.
O comércio solidário e justo através de redes cria e amplifica oportunidades para que todos - e todas – possam ter uma vida melhor. E tudo isso com a promoção do desenvolvimento regional de forma sustentável.
COOAFAP-COOAPAPI-JUSTA TRAMA
O programa percorre várias regiões do Brasil e vai até a Europa para mostrar diversas experiências de trabalhadores que se associam em redes para acessar mercados de uma forma mais justa. São exemplos de busca de relações comerciais estáveis que possam garantir vida digna e perspectiva de futuro a pequenos produtores.
No Rio Grande o Norte, a experiência de duas cooperativas da cidade de Apodi; na cadeia produtiva do algodão agroecológico, a Justa Trama se forma no Ceará, passa pelo interior paulista e a Grande São Paulo e desemboca
Tudo de forma sustentável. É o Comércio Justo e solidário mais do que nunca possível e real. Um comércio que só tende a crescer, com a participação de cada um na outra ponta deste processo, exercendo o papel de consumidores conscientes e comprometidos com um mundo melhor.